Grupo Trigo prevê primeiros resultados com Casa do Pão de Queijo no fim do ano
O Grupo Trigo, gestor de redes como Spoleto, Koni e Gendai, espera os primeiros resultados do que acredita ser a reviravolta da Casa do Pão de Queijo no final de 2026, o primeiro ano após a compra da marca.
O grupo carioca adquiriu a rede no segundo semestre de 2025. A CPQ Brasil, antiga dona da franqueadora, está em recuperação judicial desde junho de 2024 e continua responsável pelo pagamento de credores.
O Trigo testa uma nova receita de pão de queijo em quatro unidades da Casa do Pão de Queijo e prepara modelo de carrinho que combina o produto com o açaí da Asa, outra marca do portfólio.
"A gente comprou a história da marca", afirma Michel Jager, diretor de novos negócios do grupo. Para ele, o rótulo carrega atributos de conforto e pertencimento na cultura brasileira, mas foi desgastada por decisões equivocadas ao longo do tempo, agravadas pela pandemia.
Novos formatos
Em nome de atrair novos franqueados, o grupo reduziu o investimento mínimo de entrada em negócios como resposta ao ambiente de juros altos e endividamento das famílias.
O piloto do modelo é o Spoleto Piccolo, versão compacta da rede italiana que exige aporte de R$ 350 mil, ante R$ 600 mil do modelo tradicional. O carrinho da Casa do Pão de Queijo requer cerca de R$ 150 mil. "Nos desafiamos a fazer um formato menor e conseguimos", disse Jager. Segundo ele, o Piccolo é hoje o formato que mais cresce dentro da marca.
Expansão internacional
Fora do Brasil, o grupo fez duas aquisições recentes nos Estados Unidos: a marca Deep Purpl, de açaí, e Lizzano, de focaccia.
Ele mantém uma unidade do Spoleto em operação na Flórida, tocada por uma empreendedora local. A presença americana é descrita como exploratória, mas Jager não descarta ampliar a aposta: "Esse pezinho nos Estados Unidos em algum momento pode virar o corpo inteiro."
No portfólio doméstico, o destaque citado pelo executivo é o Koni, que completa 20 anos em 2025 e se tornou a marca de maior crescimento do grupo, tanto em vendas nas mesmas lojas quanto em novas aberturas. Jager credita o desempenho ao posicionamento de alimentação saudável a preço acessível, com percepção de custo-benefício associada à culinária japonesa.
Fonte: FolhaSP